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Empresários moçambicanos apostam na CPLP para impulsionar turismo e captar investimento

A cidade de Maputo voltou a colocar o turismo no centro da estratégia económica nacional, com empresários moçambicanos a defenderem uma maior cooperação com a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa para dinamizar o sector e atrair investimento.

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique solicitou o apoio de parceiros da comunidade lusófona com vista à promoção do turismo, modernização do sector e formação de quadros especializados. A posição foi expressa por Salimo Abdula, representante da CTA para a área do turismo, no final de um encontro com uma missão da Confederação Empresarial da CPLP.

Segundo Revista Xonguila, a delegação integrou representantes da Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal e da Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, que se encontram em Moçambique durante três dias com o objectivo de reforçar o intercâmbio e a cooperação no sector turístico.

Segundo Salimo Abdula, está em perspectiva um trabalho conjunto entre a CTA e outras entidades nacionais para avaliar de que forma esta parceria poderá ir além da vertente empresarial, abrindo espaço para a formação de mão-de-obra qualificada. A iniciativa pretende criar oportunidades para jovens moçambicanos num mercado turístico mais competitivo e estruturado.

O responsável destacou o turismo como um sector estratégico para o país, sublinhando o seu papel na criação de emprego, dinamização da economia e valorização dos recursos naturais. Neste contexto, a cooperação entre a CTA e a CE-CPLP visa consolidar mecanismos que transformem o turismo numa verdadeira alavanca de desenvolvimento.

Abdula considerou ainda simbólico o facto de Moçambique ter sido o primeiro país escolhido para esta missão empresarial da CPLP, indicando que a iniciativa deverá posteriormente abranger outros Estados-membros da organização. Ainda assim, reconheceu que persistem desafios significativos para que o país se afirme plenamente no sector.

Por sua vez, a vice-presidente da CE-CPLP, Berta Montalvão, afirmou que a missão tem como foco principal apoiar o diálogo com a CTA e contribuir para a capacitação de profissionais ligados ao turismo, nomeadamente nas áreas da hotelaria e restauração.

A responsável destacou que, embora a língua portuguesa constitua um elemento de ligação entre os países da comunidade, é necessário reforçar a capacitação empresarial e a promoção económica para tirar pleno partido dessa proximidade.

Durante a estadia em Moçambique, a delegação deverá reunir-se com diversas associações e instituições ligadas ao sector, num trabalho assente em três pilares fundamentais: desenvolvimento de infra-estruturas, melhoria da qualidade dos serviços e fortalecimento do capital humano.

Segundo Berta Montalvão, estes são factores determinantes para o crescimento do turismo, sendo agora essencial definir formas concretas de colaboração entre as entidades envolvidas.

Salimo Abdula reiterou que Moçambique dispõe de vastos recursos naturais e que o turismo é uma prioridade tanto para o Governo como para o sector privado. No entanto, advertiu que a materialização desse potencial depende de dois factores-chave: formação e investimento.

O empresário defendeu que apenas com uma aposta consistente nestas áreas será possível valorizar a diversidade turística do país, desde o turismo de praia ao cinegético, passando pelas regiões montanhosas, e elevar os padrões de qualidade dos serviços prestados.

“Num sector como o turismo, a experiência do visitante é determinante. Um turista satisfeito regressa, enquanto uma experiência negativa pode comprometer a imagem do destino”, concluiu.

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adminhttps://mozturismo.com
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