Os Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) informaram que os comboios de passageiros nas linhas do Limpopo, Goba e Ressano Garcia permanecem temporariamente suspensos, devendo retomar a circulação apenas quando estiverem plenamente restabelecidas as condições de segurança.
Segundo a nota divulgada nas redes sociais da empresa, a paralisação deve-se às fortes chuvas que afectam as províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, provocando danos significativos na infra-estrutura ferroviária. A situação agravou-se após o descarrilamento de uma automotora na Linha do Limpopo, causado pelo soterramento da via-férrea, resultado do arrastamento de solos pelas águas pluviais.
A interrupção dos serviços impacta mais de 25 mil passageiros transportados diariamente, incluindo ligações estratégicas como Maputo–Matola-Gare, Maputo–Boane e Maputo–Marracuene, além dos corredores ferroviários que servem Goba, Ressano Garcia, Manhiça e Chicualacuala. A decisão, segundo a empresa, foi tomada por precaução, colocando a segurança dos passageiros e do pessoal ferroviário como prioridade absoluta.

Equipas técnicas encontram-se no terreno a realizar vistorias detalhadas às áreas afectadas, com o objectivo de garantir que a rede ferroviária reúna condições de robustez, eficiência e segurança antes da retoma das operações.
Paralelamente, os CFM anunciaram que estão a preparar uma nova fase de modernização ferroviária, que inclui a electrificação da linha Maputo–Ressano Garcia, a aquisição de novo material circulante e a duplicação de troços considerados estratégicos para o aumento da capacidade e melhoria do serviço.
O episódio volta a evidenciar os desafios que as alterações climáticas colocam às infra-estruturas de transporte no país, num contexto em que a ferrovia continua a desempenhar um papel fundamental na mobilidade urbana e regional, bem como na coesão territorial do sul de Moçambique.


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