Moçambique prevê investir cerca de 23 milhões de dólares na restauração da vida selvagem e no desenvolvimento do turismo baseado na natureza em quatro áreas de conservação da região Sul do país.
Os parques nacionais de Maputo, Limpopo, Banhine e Zinave deverão beneficiar dos investimentos ao longo de 2026, com o objectivo de reforçar a preservação da biodiversidade, melhorar infra-estruturas e diversificar a oferta turística.
Segundo Bartolomeu Soto, representante da Peace Parks Foundation (PPF), parceira do Governo, através da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC), a intervenção contempla igualmente a protecção de espécies icónicas, com destaque para o elefante.
No âmbito do Grande Limpopo, os esforços de conservação procuram garantir a continuidade dos corredores utilizados pelos animais entre os parques moçambicanos de Limpopo, Banhine e Zinave, o Gonarezhou, no Zimbabwe, e o Kruger, na África do Sul.
Citado pelo jornal Domingo, Soto explicou que os investimentos têm vindo a crescer, passando de 15,5 milhões de dólares em 2024 para 23 milhões de dólares em 2026.
Para o responsável, a manutenção dos corredores de movimentação é fundamental para assegurar o equilíbrio dos ecossistemas e favorecer as trocas genéticas entre populações de animais, contribuindo para a sua resistência a doenças.
O investimento pretende, assim, aliar conservação da biodiversidade e desenvolvimento do turismo, reforçando o potencial das áreas protegidas moçambicanas como destinos de turismo baseado na natureza.

