Vendedores que exerciam actividade no antigo Mercado do Peixe, na cidade de Nampula, denunciam ter sido excluídos da atribuição de bancas na nova infra-estrutura inaugurada esta sexta-feira, pelo presidente do Conselho Municipal, Luís Giquira.
Avaliado em cerca de 70 milhões de meticais, o mercado foi construído pelo Município de Nampula com financiamento do Governo da Noruega e apoio da organização não-governamental GAIN.
As reclamações surgem após a divulgação das listas dos vendedores seleccionados para ocupar as novas bancas. Alguns comerciantes afirmam ter sido recenseados durante o processo de preparação da transferência, mas dizem não ter encontrado os seus nomes na lista final. Salimo Mucucete, que afirma vender no mercado desde 2008, questiona os critérios utilizados e diz que continua a comercializar os seus produtos no exterior, enquanto Mariamo Yahaia, comerciante desde 1994 e com dificuldades de locomoção, também afirma ter sido recenseada, mas ficou sem banca. As alegações de favorecimento não foram confirmadas de forma independente.
O Município de Nampula rejeita a existência de irregularidades e garante que as bancas foram atribuídas aos vendedores que já exerciam actividade no antigo mercado. Luís Giquira apelou aos comerciantes que se consideram prejudicados para solicitarem uma audiência e apresentarem formalmente as suas reclamações, assegurando que os casos poderão ser analisados. O edil anunciou ainda a construção de novos mercados na cidade, incluindo o Mercado 25 de Junho, conhecido por Matadouro.

