InícioNotíciasCTA quer medidas concretas para transformar potencial turístico em riqueza para moçambique 

CTA quer medidas concretas para transformar potencial turístico em riqueza para moçambique 

A Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) considera insuficientes os recursos naturais e turísticos do país para garantir a sua afirmação no mercado internacional, daí que apela para maior rapidez na criação de condições para atrair investimentos, melhorar as infraestruturas e facilitar os negócios. A organização defende que Moçambique deve deixar de ser apenas um destino com elevado potencial e passar a transformar o turismo numa fonte efectiva de crescimento económico, emprego e oportunidades para as empresas nacionais.

A posição foi defendida pelo Presidente da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA) Álvaro Massingue, durante a segunda edição do Summit em Vilankulo, onde colocou a melhoria do ambiente de negócios, expansão de infraestruturas e mobilização de capital, como principais condições para tornar o país mais competitivo na indústria turística africana e mundial.

Apesar de reconhecer as vantagens competitivas de Moçambique, que incluem praias, parques naturais, biodiversidade e património cultural, Massingue entende que o país ainda precisa de criar condições para rentabilizar esses recursos e atrair investidores interessados em desenvolver novos empreendimentos. Aliás, o desafio não deve limitar-se ao aumento do número de turistas, mas também à capacidade de gerar maior retorno económico por cada visitante, através de estadias mais prolongadas, maior consumo de serviços e circulação por diferentes destinos nacionais.

Entre as oportunidades identificadas estão a construção de hotéis e resorts, marinas, centros de convenções e o desenvolvimento do turismo de natureza, cultural e náutico. Vilankulo, o Arquipélago de Bazaruto, Pomene e Inhassoro são apontados como destinos com potencial para atrair novos segmentos de mercado e investimentos de maior dimensão.

Contudo, a CTA alerta que a expansão do turismo depende de infraestruturas capazes de responder às exigências dos investidores e visitantes, visto que a melhoria das ligações aéreas, rodoviárias e marítimas, fornecimento de energia e água, saneamento e conectividade digital são considerados factores determinantes para aumentar a competitividade dos destinos nacionais.

Por isso, o sector privado defende igualmente que o crescimento do turismo deve beneficiar directamente as empresas moçambicanas, mas para o efeito deve haver ligações entre grandes investidores e fornecedores nacionais, de modo a integrar empresas locais nas cadeias de abastecimento dos empreendimentos turísticos.
Como exemplo, Massingue apontou a agricultura, pesca, transporte, construção, indústria alimentar, artesanato e tecnologia como alguns dos sectores que poderão beneficiar da expansão da actividade turística.

Neste contexto, CTA encoraja ao Governo a acelerar a simplificação dos procedimentos administrativos, facilitação de licenciamento e melhoria nas condições de operacionalização dos investimentos.

A CTA augura por outro lado que esta segunda edição do Summit ultrapasse a dimensão de um encontro de promoção e debate, produzindo resultados mensuráveis, através de parcerias empresariais, projectos estruturados e decisões de investimento.

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adminhttps://mozturismo.com
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