O Ministério dos Recursos Minerais e Energia (MIREME) e a Associação Moçambicana de Empresas Petrolíferas vieram a público esclarecer a situação do abastecimento de combustíveis no país, após uma onda de preocupação registada nos últimos dias.
Segundo um comunicado da Direcção Nacional de Hidrocarbonetos e Combustíveis, a divulgação de informações sobre a existência de apenas cerca de 12 dias de reservas operacionais gerou alarme entre os consumidores, levando a uma afluência massiva aos postos de abastecimento, sobretudo na cidade e província de Maputo.
Esta corrida aos postos acabou por criar pressão adicional sobre os stocks disponíveis, causando alguns constrangimentos na cadeia de distribuição.
No entanto, as autoridades garantem que a situação está controlada. De acordo com o MIREME, o país possui contratos de fornecimento de combustíveis assegurados até Maio de 2027, e o processo de importação decorre normalmente, com reposições periódicas a cada 15 dias.
Além disso, está prevista a chegada de novos carregamentos, incluindo entregas que irão reforçar significativamente os níveis de stock, com reservas adicionais de gasolina e gasóleo para vários dias.
Por sua vez, a AMEPETROL também reforça que não há motivo para alarme, sublinhando que o sistema de abastecimento continua funcional, apesar da pressão momentânea causada pelo aumento da procura.
As autoridades apelam à calma e desencorajam a criação de reservas domésticas de combustível, alertando que esta prática contribui para agravar a situação nos postos de abastecimento.
O Governo assegura que todas as medidas estão a ser tomadas para garantir a estabilidade do abastecimento, reiterando que não existe qualquer ruptura iminente no fornecimento de combustíveis no país.




