As actividades turísticas no Parque Nacional do Limpopo, na província de Gaza, encontram-se paralisadas há mais de um mês, devido aos danos provocados pelas cheias e inundações que afectaram o sul de Moçambique.
A informação foi avançada pelo administrador do parque, Francisco Pariela, em declarações à Rádio Moçambique, no âmbito dos trabalhos em curso para a retoma das actividades naquela área de conservação.
Segundo o responsável, as chuvas intensas causaram danos severos, sobretudo nas estradas que atravessam o parque, actualmente em estado crítico devido a cortes registados em várias secções, o que impede a circulação de turistas e viaturas.
Francisco Pariela explicou ainda que, desde a ocorrência das cheias, o parque permanece temporariamente encerrado, tanto do lado moçambicano como na ligação com o Kruger National Park, na África do Sul, onde também se registaram impactos significativos nas infra-estruturas.
Entretanto, decorrem trabalhos de coordenação entre as duas administrações para criar condições que permitam a reabertura da fronteira turística e a retoma gradual das actividades. Equipas técnicas já estão a realizar limpezas básicas nas vias internas, com vista a restabelecer a circulação de pessoas e bens.
As autoridades esperam que, com a melhoria das condições climáticas e a recuperação das infra-estruturas, o Parque Nacional do Limpopo volte a receber turistas nas próximas semanas, retomando o seu papel estratégico no turismo de conservação na região sul do país.

