A Administração Nacional de Estradas (ANE, IP) anunciou a manutenção da suspensão da circulação de viaturas na Estrada Nacional Número Um (N1), no troço Incoluana–3 de Fevereiro, na província de Maputo, por ainda não estarem reunidas as condições de segurança para a retoma do tráfego rodoviário.
Com este troço encerrado, Maputo permanece sem ligação terrestre ao resto das províncias do país, uma situação que tem condicionado fortemente a mobilidade de pessoas e bens, num período marcado por intensas chuvas e degradação das vias de acesso.
O impacto faz-se sentir directamente na economia, com dificuldades no transporte de mercadorias, aumento dos custos logísticos e constrangimentos no abastecimento de produtos essenciais, afectando comerciantes, transportadores e consumidores.

O sector do turismo também regista efeitos negativos, com redução da circulação de turistas nacionais, cancelamento de deslocações rodoviárias e limitações no acesso a destinos turísticos, comprometendo a dinâmica económica local.
Cultura e circulação social comprometidas
Além do impacto económico e no turismo, o corte da EN1 afecta a dinâmica cultural e social, limitando a circulação de artistas, grupos culturais, estudantes e famílias que dependem da estrada para participar em eventos, festivais, cerimónias tradicionais e intercâmbios comunitários entre regiões.
A interrupção contribui ainda para o isolamento social de comunidades e dificulta o acesso a serviços essenciais fora da província de Maputo.
A ANE garante que equipas técnicas continuam no terreno a monitorar a situação e apela aos automobilistas para programarem as suas viagens com prudência, assegurando que novas informações serão divulgadas assim que as condições permitirem a reabertura da estrada.

