
O Parque Nacional do Arquipélago do Bazaruto (PNAB) revela que a recolha artesanal de ostras, localmente conhecidas por “maphalo”, continua a ser uma das atividades mais importantes para a subsistência das comunidades, especialmente para as mulheres que a praticam há várias gerações. Realizada durante a maré baixa, esta técnica tradicional é seletiva e sustentável, garantindo a preservação dos recursos marinhos e a saúde dos ecossistemas.

Depois de recolhidas, as ostras passam por um cuidadoso processo de limpeza, preparação e secagem ao sol, o que assegura a sua conservação e mantém a qualidade que caracteriza este produto tão apreciado. A venda dos “maphalo” representa, para muitas famílias residentes no parque, uma fonte essencial de renda e melhoria das condições de vida.

Segundo o PNAB, esta prática vai além do benefício económico: ela reforça o protagonismo da mulher na gestão sustentável dos recursos naturais e valoriza saberes ancestrais transmitidos de geração em geração, reflectindo o compromisso das comunidades com a proteção do património marinho do Bazaruto.


