Moçambique lidera o ranking global de países com maiores dívidas acumuladas junto de companhias aéreas internacionais, totalizando 205 milhões de dólares retidos entre Outubro de 2024 e Abril de 2025. O montante representa cerca de 16% do total global estimado pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que aponta um valor acumulado de 1,3 mil milhões de dólares.
A principal causa, segundo as agências de viagens, é a escassez de divisas no país, o que tem impedido a transferência dos pagamentos aos operadores internacionais. Esta situação levou já a suspensão, como é o caso da Ethiopian Airlines, que interrompeu as suas vendas em Moçambique.
Muhammad Abdullah, CEO da Cotur, alerta para o impacto negativo desta realidade no mercado nacional: “Passamos uma imagem de instabilidade, o que afasta potenciais investidores e companhias aéreas interessadas em operar no país”.

