
Nos últimos quatro anos, o conflito entre seres humanos e fauna bravia causou a morte de 130 pessoas e ferimentos em outras 134 na província de Sofala, em Moçambique. Os incidentes ocorreram em sete dos 13 distritos da província, como Marromeu, Chemba, Búzi e Nhamatanda, sendo os elefantes, búfalos, hipopótamos e crocodilos os principais animais envolvidos.
Segundo as autoridades, o problema tem vindo a agravar-se devido ao crescimento desordenado de assentamentos humanos em zonas de conservação e nos corredores naturais da fauna. Esta situação está a pôr em risco não só vidas humanas, mas também os meios de subsistência das comunidades locais e a própria biodiversidade.
Como resposta, foi realizada uma reunião entre administradores distritais e responsáveis das áreas de conservação, onde foram definidas medidas para mitigar o conflito. Entre elas destacam-se a criação de comités locais de gestão, construção de infra-estruturas de abastecimento de água, incentivo à mecanização agrícola e revisão dos planos de uso da terra.

