As praias do Parque Nacional de Maputo (PNAM) estão a testemunhar o nascimento das primeiras tartarugas marinhas, um fenómeno que marca o início de uma nova geração de uma das espécies mais ameaçadas de extinção no mundo. O parque é responsável por receber cerca de 80% das tartarugas marinhas que visitam anualmente os 2.470 km de costa de Moçambique.
Entre os meses de outubro e março, o parque intensifica os esforços de monitoramento das praias que se estendem desde a Ponta do Ouro até Santa Maria. Esta operação conta com fiscais do PNAM e 42 membros das comunidades costeiras, que desempenham um papel fundamental na conservação. As atividades incluem assistência às tartarugas durante o processo de desova, protecção dos ninhos contra predadores e ameaças humanas, bem como apoio às pequenas tartarugas na sua travessia até ao mar, aumentando significativamente as suas chances de sobrevivência.
Este programa, além de ser crucial para a conservação das tartarugas marinhas, também gera impacto positivo nas comunidades locais. Os monitores comunitários recebem subsídios, contribuindo para a sustentabilidade económica das áreas envolvidas.

A iniciativa é financiada pelo Blue Action Fund e pelo projecto MozBio Moçambique, com o apoio de organizações como o Centro Terra Viva e a Peace Parks Foundation, que atuam no fortalecimento da conservação ambiental e no desenvolvimento sustentável.
O nascimento das tartarugas marinhas representa não apenas uma vitória para a biodiversidade, mas também um exemplo de como esforços conjuntos entre o governo, comunidades locais e parceiros internacionais podem trazer benefícios significativos para a proteção do meio ambiente e para o bem-estar das populações.


