InícioNotíciasMoçambique regista maior recuperação de elefantes dos últimos anos 

Moçambique regista maior recuperação de elefantes dos últimos anos 

Moçambique registou um crescimento significativo da população de elefantes nos últimos sete anos, passando de 9.114 animais em 2018 para cerca de 21,7 mil actualmente. A informação foi avançada pelo ministro da Agricultura, Ambiente e Pescas, Roberto Albino, que atribuiu esta recuperação às medidas adoptadas pelo Governo para a conservação da vida selvagem.

Segundo o governante, citado pela agência Lusa, o país vinha enfrentando uma tendência preocupante de redução da população de elefantes, que caiu de cerca de 20 mil animais em 2008 para aproximadamente 10,8 mil em 2014, atingindo pouco mais de nove mil em 2018.

Roberto Albino explicou que a recuperação resulta do reforço das acções de monitorização e combate à caça furtiva, do envolvimento das comunidades locais na conservação da biodiversidade, bem como dos programas de reintrodução da fauna e da partilha de benefícios associados às áreas de conservação.

Além dos elefantes, o ministro revelou que outras espécies de grande e médio porte, como búfalos, zebras e hipopótamos, também apresentam sinais de crescimento ou estabilidade populacional.

“Houve igualmente uma redução significativa no número de carcaças de elefantes, o que demonstra a diminuição da caça ilegal”, afirmou Roberto Albino, destacando o impacto positivo da cooperação entre o Governo, parceiros internacionais, sector privado, gestores das áreas de conservação e comunidades locais.

O dirigente referiu ainda que, pela primeira vez, a região sul de Moçambique apresenta uma concentração de elefantes superior à das regiões centro e norte, situação influenciada pela existência de áreas de conservação transfronteiriças.

Apesar dos avanços, o ministro alertou para os desafios que continuam a ameaçar a preservação ambiental, nomeadamente a expansão dos assentamentos humanos, a exploração ilegal de madeira e actividades de mineração em áreas sensíveis.

Neste contexto, Roberto Albino anunciou que o Executivo pretende avançar com um programa de extracção controlada da fauna silvestre no Parque Nacional de Maputo, com o objectivo de evitar desequilíbrios ecológicos provocados pelo excesso de animais em determinadas zonas.

De acordo com o governante, o programa será implementado em duas fases, começando por um projecto-piloto de gestão ecológica, seguido de uma componente de exploração económica ligada à economia da vida selvagem.

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