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Museu Arqueológico de Manyikeni preserva história das trocas comerciais no Sul de Moçambique 

Localizado a norte da província de Inhambane, a cerca de 52 quilómetros da cidade de turística de Vilankulo e aproximadamente 700 quilómetros da capital do país, Maputo, Museu Arqueológico de Manyikeni é um importante património histórico cultural da Província.

Este local é considerado um museu ao ar livre dada a sua natureza, e guarda vestígios de um antigo centro comercial ligado ao Grande.

Segundo relatos históricos preservados pelos responsáveis do local, Manyikeni surgiu como ponto estratégico para facilitar as trocas comerciais entre o Grande Zimbabwe e a costa moçambicana, sobretudo a região de Chibuene no Distrito de Vilankulo. A distância entre o Grande Zimbabwe e Manyikeni é estimada em cerca de 440 quilómetros, razão pela qual o centro foi estabelecido para encurtar o percurso dos comerciantes na altura.

O nome “Manyikeni” está associado às trocas comerciais realizadas naquele território, bem assim da língua predominante Xitswa, dando apropriando da palavra NYIKA que significa dar, redundando-o para MANYIKENI. Na época, o local acolhia entre 100 a 140 casas, habitadas por aproximadamente 150 a 200 pessoas, sendo que as tradições culturais eram lideradas por chefes associados aos povos descendentes dos Shonas.

Este local é cercado por muralhas de pedras que segundo vestígios começaram a ser construídas em 1250 e foram concluídas em 1260. O espaço funcionava como ponto de encontro comercial, onde comerciantes traziam ouro, peles de animais entre outros artigos valiosos do interior para trocar por porcelanas, missangas, pratos de vidro e outros produtos provenientes da costa do Oceano Índico.

Afirma-se por outro lado que além do valor arqueológico, Manyikeni representa um símbolo cultural e histórico para a província de Inhambane.

O centro de interpretação existente no local chegou a guardar ouro, ossadas do antigo chefe dominante e outros artefactos arqueológicos que comprovam a existência do antigo centro comercial ligado ao Grande Zimbabwe.

Fala-se que muitos desses achados encontram-se conservados em Maputo na Universidade Eduardo Mondlane.

Sem revelar a sua identidade, um dos antigos trabalhadores do museu, considera que a valorização de Manyikeni é fundamental para que os jovens compreendam como os antepassados viviam e organizavam o comércio naquela época.

Apesar da importância histórica, o museu enfrenta desafios ligados à manutenção e limpeza. A gestão local defende maior apoio das autoridades culturais para garantir a preservação adequada daquele património nacional.

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