O Conselho de Ministros aprovou, na sua 12.ª Sessão Ordinária realizada no dia 6 de Maio de 2026, o decreto que cria a Agência Nacional para o Desenvolvimento e Investimento Turístico (ANDITUR), uma nova instituição pública que promete acelerar o desenvolvimento do turismo em Moçambique e transformar o sector num dos principais motores da economia nacional.
A nova agência surge num contexto em que o Governo procura diversificar as fontes de receita do país, reduzindo a dependência dos grandes projectos ligados aos recursos minerais e energéticos. Com a criação da ANDITUR, o turismo deixa de ser visto apenas como um potencial e passa a assumir um papel estratégico na nova agenda económica moçambicana, com foco na criação de emprego, atracção de investimentos e valorização das potencialidades do país.
Diferentemente de estruturas públicas tradicionais, a ANDITUR foi concebida como Fundo Público (FP), o que lhe garante autonomia administrativa, financeira e patrimonial. Com sede em Maputo, a agência terá a missão de financiar e impulsionar projectos turísticos, apoiar investidores, acelerar o desenvolvimento de infra-estruturas e estabelecer parcerias público-privadas para dinamizar o sector.
Segundo o Governo, a instituição deverá actuar de forma mais ágil na identificação de oportunidades de investimento e na mobilização de capital nacional e estrangeiro, tornando Moçambique mais competitivo em relação a outros destinos turísticos da África Austral, como África do Sul, Tanzânia e Maurícia.
Na mesma sessão, o Executivo aprovou também o Projecto de Resgate do Património e Turismo de Moçambique (PREPT-MOZ), iniciativa que visa transformar o património histórico, cultural e natural do país em activos económicos sustentáveis. O projecto deverá funcionar em articulação com a ANDITUR, combinando valorização patrimonial, investimento e promoção turística como parte da estratégia nacional de desenvolvimento.

