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China vai gerir e modernizar fronteira de Machipanda por 25 anos

Um consórcio chinês vai assumir, por 25 anos, a concessão para gerir, modernizar e expandir o Posto Fronteiriço Unificado de Machipanda, na província de Manica, uma das principais passagens terrestres entre Moçambique e o Zimbabwe.

A concessão foi atribuída à empresa Terminal Internacional Rodoviário de Machipanda, constituída pelo consórcio Union Portlink e Zhongmei, em parceria com o Fundo Rodoviário. A decisão consta do Decreto n.º 53/2026 do Conselho de Ministros e abrange uma área de 88,96 hectares.

O projecto será implementado através de uma parceria público-privada, envolvendo a construção, operação, manutenção e gestão das infra-estruturas, com posterior transferência para o Estado moçambicano. O investimento está estimado em cerca de 30 milhões de dólares norte-americanos.

Nos termos da concessão, o Estado moçambicano terá uma participação de 15% no capital social da empresa, através do Fundo Rodoviário, enquanto 10% serão reservados para empresas locais da província de Manica.

Segundo as autoridades, a iniciativa pretende reduzir os tempos de espera na fronteira, diminuir os custos logísticos e reforçar a competitividade do Corredor da Beira, uma das principais rotas comerciais da região.

As obras previstas incluem a modernização e ampliação do terminal rodoviário internacional, a construção de uma nova passagem fronteiriça turística e a melhoria das condições de circulação. O projecto contempla ainda duas novas pontes sobre o rio Machipanda, que permitirão o acesso ao terminal de cargas, bem como a expansão das faixas de tráfego e medidas para melhorar a circulação de camiões.

O plano inclui igualmente a construção de habitações e instalações de apoio para funcionários públicos afectos aos serviços fronteiriços, como dormitórios, salas de reuniões, refeitório, ginásio e campo desportivo polivalente.

A concessionária deverá instalar sistemas de vigilância electrónica, incluindo câmaras de monitorização e barreiras inteligentes, além de cooperar na integração dos sistemas das autoridades moçambicanas e zimbabuanas para facilitar os procedimentos aduaneiros e migratórios.

O projecto prevê a criação de cerca de 700 empregos directos, sendo 500 durante a fase de construção e 200 na fase operacional. Também está prevista a implementação de um plano de responsabilidade social corporativa destinado às comunidades locais.

A concessão autoriza ainda o desenvolvimento de serviços de estacionamento e armazenagem de mercadorias, movimentação de carga, pesagem, inspecção e outras actividades logísticas, além de serviços complementares, como comércio, restauração e escritórios.

Fonte: Lusa

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